2006-03-29

Bienal de Moscovo | Moscow Biennial

Golden Bee 7 - Bienal de Moscovo de design gráfico
(Um dos poucos eventos onde não se paga para participar)
prazo: 15 Maio de 2006
+info

p.s. se olharmos para os Portugueses da lista, são sempre os mesmos, acho que estão a precisar de companhia
;)

dica: Angela

+

Golden Bee 7 - Moscow International Biennial of Graphic Design
deadline: May 15th, 2006

tip: Angela

3 comments:

Raquel Santos said...

os r2 estão em todas
além de promoverem o design nacional dá gosto apreciar o trabalho q desenvolvem

parabéns artur e lizá

Edson said...

mas não tem brasileiros nessa parada?

Anonymous said...

"A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais
modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores
- principescamente pagos - daquela instituição bancária.

A carta da CGD começa,como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar
o empenho do Banco em «oferecer aos seus clientes as melhores condições de
preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços», incluindo no que
respeita «a despesas de manutenção nas contas à ordem». As palavras de
circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado
que após novo parágrafo sobre «racionalização e eficiência da gestão de
contas», o «estimado/a cliente» é confrontado com a informação de que, para
«continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção»,
terá de ter em cada trimestre um «saldo médio superior a EUR1000, ter
crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras» associadas à respectiva
conta.

Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e
reformados, são abertas por imposição legal. É o caso de um reformado por
invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR 343,45
- que para ter direito ao piedoso subsídio de EUR3,57 (três euros e
cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por
determinação expressa da Segurança Social.

Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem
abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos
impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar «despesas de
manutenção» de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua
miséria.

O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano
após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores,
mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões (para citar Bagão Félix), a
vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os
seus lautos proventos. É sem dúvida uma sordície vergonhosa, como lhe chama
o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar
tamanha indignidade.

Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da
democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade
humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de
acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso a quem se
aplicam como uma luva as palavras sempre actuais dos «Vampiros» de Zeca
Afonso: «Eles comem tudo/eles comem tudo/eles comem tudo e não deixam nada.»


Meditem e divulgem . . . "

 

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